google.com, pub-8234445819739430, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Negócio De Mulher: janeiro 2023

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Mulher Simplismente....Mulher....!

 

 

Quem é Marielle Franco?

Conheça mais sobre a história da vereadora do Rio de Janeiro 

que se tornou gigante e transbordou fronteiras.

Marielle Franco é mulher, negra, mãe, filha, irmã, esposa e cria da favela da Maré.

 Socióloga com mestrado em Administração Pública.

 Foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro, com 46.502 votos.

Foi também Presidente da Comissão da Mulher da Câmara.

No dia 14/03/2018 foi assassinada em um atentado ao carro onde estava.

13 Tiros atingiram o veículo, matando também o motorista Anderson Pedro Gomes.

 

Quem mandou matar Marielle mal podia imaginar que ela era semente, e que milhões de Marielles em todo mundo se levantariam no dia seguinte.

Marielle se formou pela PUC-Rio, e fez mestrado em

 Administração Pública pela Universidade 

Federal Fluminense (UFF). Sua dissertação 

teve como tema: “UPP: a redução da favela a três letras”.

 

Iniciou sua militância em direitos humanos após ingressar

 no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, 

vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais

 e traficantes no Complexo da Maré.

 

Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil 

Foundation e o Centro de Ações Solidárias 

da Maré (Ceasm).Coordenou a Comissão de 

Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania

 da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) 

e construía diversos coletivos e movimentos feministas, 

negros e de favelas.

 

Aos 19 anos, se tornou mãe de uma menina. 

Isso a ajudou a se constituir como lutadora pelos 

direitos das mulheres e debater esse tema nas favelas.



O Instituto Marielle Franco 

foi criado pela sua família

com a missão de inspirar, conectar

 e potencializar milhares de jovens, negras, 

LGBTQIA+ e periféricas a seguirem 

as estruturas da sociedade.











Legado...Anielle Franco Seu Legado


Sua Irma e Ministra da Igualdade Racial



Podemos Mudar isso com Educacao


Um sô Caminho, Uma sô Direção

















 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

O Anjo Bom Do Mundo - Iram Dulce

 Somos Pobres...Estamos em um Pais Pobre....?

Precisamos de Herois.....Santos Salvadores....?




Uma nova reforma foi feita e, menos de dez anos depois, o hospital tinha capacidade para atender a 300 pacientes. 

Em 1983, ampliado novamente, chegou a 800. "A cada década, dobrava de tamanho", afirma Rocha.

"E o hospital não tinha nenhum pré-requisito para atender a qualquer pessoa que batesse na porta. Bastava estar doente e ter necessidade", diz.

"Isso hoje pode parecer algo simples, mas antes do advento do SUS, o acesso à saúde no Brasil não era universal. As pessoas mais pobres não conseguiam atendimento. O colapso social que Salvador viveu no período teria sido muito mais doloroso para a população pobre, muito pior, se não fosse a atuação de Irmã Dulce."

"Ela antecedeu em muitas décadas o papel que o SUS teria no futuro", afirma Rocha.

Atualmente, a organização fundada por Irmã Dulce conta com 21 núcleos e dispõe de 954 leitos hospitalares. Diariamente ali são atendidas 2 mil pessoas.

Por ano, são 2,2 milhões de procedimentos ambulatoriais, 12 mil cirurgias e 19 mil internações, segundo informações fornecidas pela assessoria de comunicação da entidade.

Legado

A Osid também atua em assistência social, ensino em saúde, pesquisa científica, educação do ensino fundamental e preservação memorialística da hoje santa Dulce.

"O legado de amar e servir deixado por Santa Dulce dos Pobres traz uma enorme responsabilidade e um grande compromisso pela sua perpetuação e sustentabilidade. 

A nossa cultura institucional, que carinhosamente chamamos 'dulcismo', nos lembra diariamente sobre a missão de acolher os que mais precisam, sempre fiéis a seus princípios e valores", comenta Márcio Didier, o gestor do complexo Santuário Santa Dulce dos Pobres.

Legenda da foto,

Irmã Dulce esteve com o papa João Paulo 2º por duas vezes

Ele ressalta que os números impressionantes que mostram quantos são "acolhidos, tratados e curados" na Osid "só confirmam que esta continua sendo 'a última porta da esperança' para os pobres e excluídos".

"Como legado de amor com inspiração divina, [a religiosa] também se torna referência e inspiração para a criação de outras instituições com foco na caridade cristã", diz Didier.

Rocha conta que começou a mergulhar no universo de Irmã Dulce depois que, como jornalista, acompanhou o evento de beatificação da religiosa, ocorrido em 2011 em Salvador.

Ele ficou impressionado com a manifestação popular na missa campal, que reuniu cerca de 70 mil pessoas.

"Elas ficaram horas e horas em pé em um lugar, um grande descampado, inclusive debaixo de chuva. Chamou-me a atenção que eram pessoas de todos os tipos. Ricos e pobres, brancos e negros, gente de todas as religiões e sem religião nenhuma…", relata.

"Aquela cerimônia, pelo tamanho dela e pela diversidade dos participantes, me fez entender que havia uma história a ser contada."

Foram oito anos de pesquisa. Rocha consultou mais de 10 mil documentos, de arquivos do Brasil, dos Estados Unidos e do Vaticano. Teve acesso aos autos da canonização da baiana e entrevistou cerca de 100 pessoas que conviveram com ela, de anônimos a personalidades como o político José Sarney e o engenheiro e empresário Norberto Odebrecht (1920-2014), amigo e patrocinador de Irmã Dulce por mais de meio século.

"Eles [Dulce e Odebrechet] se conheceram quando ele nem era formado em engenharia e ela ainda uma jovem freira. 

Ele foi o grande financiador dela, durante a vida toda.

 Essa história disseminada que ela sempre foi financiada pelos pobres é parcialmente verdade. 

Ela teve apoio das pessoas mais simples, mas também contava com boas relações institucionais com diferentes governos e grandes empresários. 

E isso foi fundamental para que a obra dela deslanchasse", afirma Rocha.

Religião

O biógrafo acredita que a canonização de Dulce seja também um recado do papa Francisco.

"Torná-la santa combina muito com a mensagem do pontificado dele", argumenta. "Essa abordagem dela de cuidar dos pobres… Ao canonizá-la, ele afirma implicitamente que essa dedicação aos pobres é uma característica exemplar daquela Santa.

Legenda da foto,

'O legado religioso de Irmã Dulce é o amor ao próximo', afirma biógrafo

"O legado religioso de Irmã Dulce é o amor ao próximo, o mais bonito dos mandamentos cristãos. Se a santidade é a mais alta honra que a Igreja Católica confere, transformar ou não alguém em santo é passar uma mensagem de qual é a visão do pontificado para a santidade."

Postulador do processo de canonização de Irmã Dulce junto ao Vaticano — em outras palavras, uma espécie de "advogado" que defende os processos na Santa Sé —, o italiano Paolo Vilotta já admitiu diversas vezes que conhecer a obra da religiosa baiana fez dele também um devoto dela.

Em entrevista à BBC News Brasil, ele recordou que, em 2010, na primeira das quatro vezes em que esteve ao país para ir à Osid, ele visitou os enfermos atendidos pela instituição.

"Ver com meus próprios olhos o legado deixado pela grande santa, depois de já ter lido suas informações biográficas, fez com que eu me tornasse devoto a ela", comenta.

"Depois, tornei-me postulador [da causa] e isso me honrou, coroou-me de alegria", acrescenta.

"Conheci várias pessoas [que conviveram com a freira] e ouvi muitos testemunhos. Tudo isso me fez ver em Irmã Dulce uma gigante da caridade, uma pessoa muito virtuosa. Ela teve a coragem e a vontade de ser um exemplo de vida e isso me deixou impressionado."

Para o pesquisador e estudioso da vida de santos José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia e professor da Universidade Estadual Vale do Aracaú, do Ceará, a imagem de Irmã Dulce é mais contundente aos olhos atuais por conta de sua contemporaneidade. 

Ele escreveu uma biografia dela em seu livro Candidatos ao Altar.

"Todos a vimos. Muitos pessoalmente, outros pelos meios de comunicação ou por seu apostolado. Sendo a primeira santa brasileira nata e contemporânea ela alcançou milhares e milhares de católicos e não católicos, visto que sua ação não via religião, cor ou qualquer outra questão", afirma ele.

"Ela enxergava Deus no irmão e a ele se dedicava como se ao Cristo o fosse."

Essa não distinção entre católicos e não católicos foi visível na festa de canonização, ocorrida na praça São Pedro, no Vaticano, em 13 de outubro de 2019.

Na ocasião, a reportagem conversou com diversos integrantes da comitiva brasileira presente à missa. 

E quase um terço dos abordados declaravam-se não católicos — evangélicos, espíritas, candomblecistas, umbandistas e seguidores de nenhuma religião.

Irmã Dulce abraça doente em enfermaria

CRÉDITO,ACERVO OSID

Legenda da foto,

Freira recolhia doentes pelas ruas de Salvador e dava apoio a eles

Quando perguntados, diziam estar lá porque viam na religiosa uma figura que transcendia o catolicismo, por seu trabalho na saúde pública.

Desnecessário dizer mas praticamente todos tinham alguma história pessoal ou familiar de atendimento hospitalar na Osid.

"Ela foi uma fortaleza. Dedicou-se integralmente aos mais necessitados", acrescenta Lira.

"Sua mensagem poderia ser aquela atribuída a São Francisco, 'eu fiz a minha parte, que o Senhor vos ensine a vossa'. Mas ela foi além: fundou um verdadeiro complexo e eu poderia dizer que a caridade com zelo e amor ao próximo se constituem sua grande mensagem."

'Anjo bom do mundo'

Vice-diretor do Lay Centre em Roma e doutor pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, o vaticanista Filipe Domingues ressalta que o reconhecimento da santidade de Irmã Dulce é importante para o Brasil não apenas pelo fato de ela ser uma brasileira. "Mas porque ela representa a realidade brasileira muito bem", enfatiza.

"Quando a Igreja reconhece a santidade de algumas pessoas, há sempre esse aspecto da representatividade", diz.

"No caso da Irmã Dulce, ela representa a realidade de pobreza e desigualdade que existiu no período dela, existia antes dela e, infelizmente, ainda existe."

Não é à toa, lembra Domingues, que ela recebeu oficialmente a alcunha de "Santa Dulce dos Pobres".

"Ela conseguiu, numa realidade muito precária, dar algum atendimento aos pobres. Alguns falam que ela foi a Madre Teresa brasileira, porque ela fez algo muito parecido: com uma estrutura muito pequena deu atendimento de saúde às pessoas."

Santa da Irmã Dulce

CRÉDITO,ACERVO OSID

Legenda da foto,

Sinopse biográfica publicada pelo Vaticano em 2019 diz que a Irmã Dulce era uma fonte de caridade "maternal, carinhosa"

Em outras palavras, o trabalho de Irmã Dulce é uma mostra clara de ação social, "em uma das regiões mais pobres do Brasil, em que fica claro o papel da Igreja às vezes entrando para suprir o mínimo onde o Estado falta", comenta o vaticanista.

Rocha lembra que o legado de Irmã Dulce é reconhecido de forma unânime, "por políticos dos mais diferentes partidos". E a canonização deu a ela uma visibilidade internacional. "Isso é muito importante, já que as obras sociais dela continuam cumprindo um papel absolutamente fundamental para a assistência social de Salvador", comenta ele.

O hagiólogo Lira comenta que a religiosa acabou se transformando, "de anjo bom da Bahia para anjo bom do Brasil e, após sua canonização, anjo bom do mundo, com a universalização do culto a ela".

Segundo a sinopse biográfica publicada pelo Vaticano e distribuída durante a missa de canonização, em 2019, Irmã Dulce era uma fonte de caridade "maternal, carinhosa". "A sua dedicação aos pobres tinha uma raiz sobrenatural e do alto recebia forças e recursos para dar vida a uma maravilhosa atividade de serviço aos últimos", diz o texto oficial da Santa Sé, que ainda acrescenta que quando a religiosa morreu, 30 anos atrás, já era uma pessoa "nimbada de grande fama de santidade".

"Com a canonização, Santa Dulce dos Pobres ganhou os altares de todo o mundo e passou a ser conhecida e admirada como exemplo das virtudes cristãs, por católicos de outros países", concorda o gestor do santuário, Márcio Didier. "Como sua obra social tem um caráter humanista, pessoas de diversas religiões se interessam, cada vez mais, por conhecer e ajudar a Osid, se encantando ao saber que, além da saúde, ainda atuamos na educação, na assistência social e espiritual."

"Nada foi fácil na caminhada de santidade de Santa Dulce dos Pobres", acrescenta ele "Diariamente lidamos com diversas dificuldades, mas aprendemos com ela a trabalhar duro, fazer a nossa parte, perseverar e confiar na providência divina e na generosidade daqueles que abraçam a Osid como os doadores e sócios-protetores. Neste tempo de pandemia, os relatos de graças alcançadas, os pedidos e os agradecimentos pela palavra de esperança em tempos de tanta incerteza e dor nos dão a certeza de que o Brasil e o mundo precisavam de mais esta intercessora no céu."

Neste domingo, às 8h30, haverá uma missa especial no Santuário Santa Dulce dos Pobres. "Iremos recordar o trânsito, a morte [da religiosa], e agradecer por esses 30 anos de presença entre nós, sendo inspiração constante para todos os que, diariamente, fazem acontecer seu maior milagre: suas obras sociais", afirma Didier.

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