google.com, pub-8234445819739430, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Negócio De Mulher

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

ELES VIRARAM DEUSES? POR QUE O POVO VENERA POLÍTICOS.




ELES VIRARAM DEUSES? POR QUE O POVO VENERA POLÍTICOS.

CELEBRIDADES E “ESPECIAIS” MESMO QUANDO NÃO FAZEM NADA POR ELE.

A idolatria que atravessa a política, a televisão, as famílias e as redes sociais

Por que algumas pessoas defendem políticos, celebridades e figuras públicas como se fossem intocáveis, mesmo diante de denúncias, escândalos ou falta de resultados?

Existe uma pergunta incômoda que o Brasil precisa fazer a si mesmo: por que determinadas figuras públicas deixam de ser avaliadas pelo que fazem e passam a ser veneradas simplesmente por quem são?

O fenômeno aparece na política municipal, estadual e federal, mas não se limita aos gabinetes e aos palácios. Ele também está presente na televisão, nas redes sociais, no futebol, na música, no entretenimento e até dentro das próprias famílias.

O político transforma-se em ídolo.

O apresentador transforma-se em autoridade absoluta.

O artista passa a ser tratado como alguém acima das críticas.

O influenciador transforma opinião em verdade.

E o cidadão, que deveria ser o verdadeiro protagonista de uma democracia, muitas vezes passa a defender pessoas que jamais conheceu pessoalmente e que talvez nunca tenham feito algo concreto para melhorar sua vida.

É nesse ponto que a democracia corre um risco silencioso: quando o eleitor deixa de fiscalizar o representante e passa a servi-lo politicamente.

A pergunta deixa de ser “o que ele fez?” e passa a ser “como você pode falar mal dele?”.

Essa mudança é profunda.

POLÍTICO NÃO É DEUS: É REPRESENTANTE

Em uma democracia, o político não deveria ser venerado.

Ele deveria ser cobrado.

Vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador, governador ou presidente não recebem um mandato para se transformar em celebridades intocáveis.

Recebem uma responsabilidade.

O dinheiro administrado pelo poder público não pertence ao político. Pertence à sociedade.

Os serviços públicos não são favores pessoais.

Uma obra pública não deveria ser apresentada como presente de determinado governante.

Uma vaga em serviço público não deveria depender de amizade política.

Um benefício social não deveria transformar o cidadão em cabo eleitoral.

E uma fotografia ao lado de uma autoridade não deveria ser confundida com conquista coletiva.

Mesmo assim, a cultura política brasileira frequentemente transforma relações institucionais em relações pessoais.

“Ele ajudou minha família.”

“Ele conseguiu uma vaga para meu filho.”

“Ele arrumou um emprego para meu conhecido.”

“Ele esteve na festa da minha cidade.”

“Ele mandou fazer aquela obra.”

“Ele é amigo do meu pai.”

A gratidão pessoal pode ser legítima.

O problema começa quando ela substitui a avaliação do interesse público.

O VOTO COMO RELAÇÃO DE FAMÍLIA E AMIZADE

Um dos fenômenos mais importantes para compreender a política brasileira é a transmissão da preferência política dentro dos círculos pessoais.

Pais influenciam filhos.

Avós influenciam netos.

Amigos influenciam amigos.

Colegas de trabalho reproduzem opiniões.

Líderes comunitários influenciam grupos.

Igrejas, associações, sindicatos, empresas e comunidades também podem participar dessa formação de opinião.

Isso não significa que exista necessariamente uma conspiração.

É algo muito mais simples e, justamente por isso, poderoso: as pessoas tendem a confiar nas pessoas em quem já confiam.

Se um pai diz:

“Esse político é bom.”

O filho pode aceitar a afirmação sem perguntar:

“Bom em quê?”

Quanto investiu?

Quantas promessas cumpriu?

Como votou?

Qual foi sua participação nas decisões públicas?

Quais foram seus resultados?

Quem se beneficiou?

Quanto custou?

Quais órgãos fiscalizaram?

Existe prestação de contas?

Esse mecanismo pode transformar uma preferência política em tradição familiar.

E uma tradição familiar, depois de algum tempo, pode parecer uma verdade absoluta.

A FRASE PERIGOSA: “EU VOTO NELE PORQUE ELE É BOM”

Mas o que significa ser “bom”?

Ser simpático?

Ser famoso?

Falar bem?

Dar atenção?

Aparecer na televisão?

Tirar fotografias com pessoas?

Participar de eventos?

Distribuir presentes?

Ter muitos seguidores?

Ser rico?

Ser pobre?

Ter um discurso religioso?

Defender determinada bandeira?

Nada disso, isoladamente, comprova competência administrativa ou compromisso com o interesse público.

A democracia exige algo mais difícil: avaliar resultados.

Um político pode ser extremamente simpático e péssimo administrador.

Pode ser excelente comunicador e produzir poucos resultados.

Pode ser popular e ainda assim tomar decisões controversas.

Pode ser famoso e não compreender profundamente os problemas da população.

Também existe o contrário: uma pessoa pode trabalhar seriamente, produzir resultados importantes e não possuir a mesma capacidade de comunicação.

Por isso, a popularidade não deveria ser confundida automaticamente com competência.

QUANDO A TELEVISÃO CRIA “SERES ESPECIAIS”

O problema não está somente na política.

Durante décadas, a televisão brasileira construiu personagens públicos com enorme capacidade de influência.

Apresentadores, jornalistas, artistas, comentaristas, atletas e personalidades passaram a entrar diariamente nas casas dos brasileiros.

A exposição constante produz familiaridade.

E familiaridade pode produzir confiança.

A pessoa aparece todos os dias.

Fala diretamente com o público.

Conta histórias.

Faz brincadeiras.

Demonstra emoção.

Comenta acontecimentos.

Participa de programas.

Recebe convidados.

Constrói uma personalidade pública.

Depois de anos, parte do público começa a sentir que conhece aquela pessoa.

Mas existe uma diferença fundamental:

conhecer a imagem pública de alguém não significa conhecer a pessoa.

Esse fenômeno também ajuda a explicar por que algumas celebridades conseguem entrar na política com enorme vantagem eleitoral.

O reconhecimento do rosto pode ser convertido em voto.

A popularidade pode ser convertida em autoridade.

E a autoridade percebida pode ser convertida em poder.

DO ÍDOLO AO POLÍTICO

Quando uma celebridade entra na política, ocorre uma transferência simbólica.

O eleitor que admirava o artista pode começar a acreditar que ele também será excelente administrador.

O torcedor pode acreditar que seu ídolo esportivo será excelente legislador.

O apresentador pode transformar sua capacidade de comunicação em capital eleitoral.

O influenciador digital pode transformar milhões de seguidores em votos.

Mas existe uma pergunta fundamental:

ser famoso prepara alguém para administrar dinheiro público, elaborar leis ou fiscalizar o Estado?

Às vezes, sim, dependendo da formação, experiência e capacidade individual.

Mas fama, por si só, não é qualificação administrativa.

Esse princípio deveria valer para todos os lados políticos.

Não importa se o candidato é de esquerda, direita, centro, conservador, progressista ou independente.

O critério deveria ser o mesmo.

A POLÍTICA DO “MEU POLÍTICO”

Uma das expressões mais reveladoras é:

“Meu político.”

Observe a transformação.

Ele deveria ser:

“nosso representante”.

Mas passa a ser:

“meu político”.

A partir daí, qualquer crítica é interpretada como ataque pessoal.

Se alguém apresenta uma denúncia, o eleitor responde:

“Mas o outro também roubou.”

Se aparece uma investigação:

“Isso é perseguição.”

Se surgem documentos:

“Estão tentando destruir meu candidato.”

Se o político é condenado:

“Ele é inocente porque eu acredito nele.”

O debate deixa de ser racional.

A pessoa passa a defender uma identidade.

E quando a política se transforma em identidade, fatos podem perder espaço para emoções.

“MAS O OUTRO TAMBÉM FEZ”

Essa talvez seja uma das frases mais perigosas da política.

Se alguém acusa um político de corrupção, a resposta deveria ser:

“Vamos investigar.”

Mas frequentemente aparece:

“E o outro?”

Isso não responde à acusação.

Se um político de determinado partido cometeu um crime, isso não torna correto um crime praticado por alguém de outro partido.

Se existe corrupção de um lado, ela deve ser investigada.

Se existe corrupção do outro lado, também.

Corrupção não deveria ter partido.

Não deveria ter ideologia.

Não deveria ter religião.

Não deveria ter time de futebol.

E não deveria ter amigo.

O dinheiro público precisa ser tratado com o mesmo rigor independentemente de quem esteja no poder.

O “MESMO CICLO” QUE PASSA DE GERAÇÃO PARA GERAÇÃO

Existe ainda outro problema: a reprodução cultural.

Uma criança cresce ouvindo:

“Meu pai sempre votou nele.”

“Meu avô sempre votou naquele partido.”

“Na nossa família todo mundo é daquele lado.”

Essa tradição pode ser respeitada, mas não deveria substituir a liberdade de pensamento.

Democracia não significa herdar voto.

Democracia significa poder escolher.

O filho não precisa votar como o pai.

A esposa não precisa votar como o marido.

O amigo não precisa votar como o amigo.

O trabalhador não precisa votar como o patrão.

O fiel não precisa necessariamente votar como o líder religioso.

E o cidadão não precisa defender um político simplesmente porque recebeu algum benefício individual.

MUNICIPAL: ONDE A POLÍTICA FICA MAIS PRÓXIMA

No município, esse fenômeno pode ser ainda mais intenso.

O vereador pode conhecer comerciantes.

Pode frequentar bairros.

Pode participar de festas.

Pode aparecer em eventos comunitários.

Pode conversar diretamente com moradores.

O prefeito pode ser uma figura conhecida na cidade inteira.

Essa proximidade é positiva quando fortalece a participação popular.

Mas também pode criar dependência política.

Quando o cidadão acredita que precisa de determinado vereador para resolver um problema que deveria ser atendido pelo poder público, cria-se uma relação perigosa.

A pergunta correta deveria ser:

“Qual é o direito que tenho?”

E não:

“Qual político preciso conhecer para conseguir isso?”

Essa diferença separa cidadania de dependência.

ESTADUAL: O PODER QUE MUITAS VEZES PARECE DISTANTE

No âmbito estadual, a relação pode ocorrer por meio de deputados, governadores e outras autoridades.

A população vê campanhas, propagandas, inaugurações, entrevistas e eventos.

Mas nem sempre acompanha o processo legislativo.

Poucas pessoas acompanham detalhadamente votações, emendas, projetos, gastos públicos e resultados administrativos.

Isso cria espaço para a construção de uma imagem.

O político comunica muito.

O eleitor recebe a comunicação.

E a imagem pode se tornar maior que a realidade.

Por isso, a fiscalização precisa ir além das redes sociais.

FEDERAL: A POLÍTICA TRANSFORMADA EM ESPETÁCULO

No cenário federal, a exposição é ainda maior.

Presidente, ministros, senadores e deputados federais possuem enorme espaço na mídia.

As redes sociais transformaram discursos políticos em conteúdo diário.

Uma declaração pode alcançar milhões de pessoas.

Uma discussão no Congresso pode virar vídeo.

Uma frase pode virar meme.

Uma entrevista pode gerar milhares de comentários.

O político passa a disputar não apenas votos, mas atenção.

E a atenção virou uma das moedas mais valiosas da sociedade contemporânea.

Quem domina a atenção pode construir influência.

E quem constrói influência pode transformar influência em poder político.

A INDÚSTRIA DA CELEBRIDADE

Existe uma lógica semelhante no entretenimento.

A televisão tradicional criou celebridades.

A internet criou influenciadores.

As redes sociais criaram microcelebridades.

O mecanismo é parecido:

visibilidade → identificação → confiança → influência.

Mas existe uma questão que precisamos aprender a fazer:

influência sobre o quê?

Uma pessoa pode ser excelente artista e não ser especialista em economia.

Pode ser excelente jogador e não entender de administração pública.

Pode ser excelente apresentador e não dominar legislação.

Pode ser excelente empresário e ainda assim não estar preparado para governar.

Isso não significa que essas pessoas não possam aprender.

Significa apenas que fama não deve ser confundida com competência universal.

POR QUE O POVO DEFENDE QUEM NÃO DEFENDE O POVO?

A pergunta pode parecer dura, mas precisa ser feita.

Existem várias razões.

1. Identificação emocional

O eleitor se identifica com a história do político.

2. Gratidão

Recebeu algum benefício e passou a defender o indivíduo.

3. Influência familiar

Aprendeu dentro de casa que determinada pessoa ou grupo político é “bom”.

4. Influência da mídia

A exposição constante cria familiaridade.

5. Polarização

O eleitor acredita que precisa defender seu lado contra o “inimigo”.

6. Falta de informação

Nem todos possuem tempo ou conhecimento para acompanhar a administração pública.

7. Personalização da política

O cidadão passa a acreditar mais na pessoa do que nas instituições.

8. Redes sociais

Algoritmos podem criar ambientes nos quais a pessoa recebe predominantemente opiniões semelhantes às suas.

9. Esperança

Muitas pessoas votam movidas pela esperança de mudança.

10. Medo

Outras votam porque acreditam que a alternativa será pior.

Nenhum desses fatores significa que o eleitor seja burro.

Significa que seres humanos tomam decisões políticas influenciados por emoções, experiências, relações sociais e informações disponíveis.

O PERIGO DA CELEBRIDADE POLÍTICA

Quando o político percebe que sua popularidade é mais importante que seus resultados, pode começar a governar para a câmera.

A obra precisa ser fotografada.

A reunião precisa ser publicada.

O encontro precisa gerar vídeo.

A declaração precisa viralizar.

A inauguração precisa produzir conteúdo.

A política transforma-se em espetáculo.

Mas uma democracia saudável precisa de algo menos cinematográfico e muito mais importante:

resultado.

Uma escola funcionando.

Um posto de saúde atendendo.

Uma rua segura.

Transporte adequado.

Saneamento.

Educação.

Emprego.

Moradia.

Transparência.

Fiscalização.

Respeito ao dinheiro público.

Essas coisas talvez não gerem milhões de visualizações.

Mas mudam vidas.

A CULTURA DO “MITO”

Outro fenômeno contemporâneo é a criação de “mitos”.

O político deixa de ser humano.

Vira símbolo.

O artista deixa de ser artista.

Vira ídolo.

O influenciador deixa de ser comunicador.

Vira autoridade.

O apresentador deixa de apresentar.

Vira referência para todos os assuntos.

Essa transformação é perigosa porque torna a crítica quase impossível.

E nenhuma democracia pode funcionar sem crítica.

Quem não pode ser criticado também não pode ser fiscalizado.

O VERDADEIRO “ESPECIAL” DEVERIA SER O CIDADÃO

Talvez seja necessário inverter completamente a lógica.

Em vez de tratar políticos como pessoas especiais, deveríamos lembrar que o verdadeiro personagem principal da democracia é o cidadão.

O político trabalha para a sociedade.

O servidor público serve ao público.

O dinheiro público pertence à coletividade.

As instituições pertencem à República.

O mandato pertence temporariamente ao representante.

E o poder retorna ao cidadão nas eleições.

Portanto, o cidadão não deveria se ajoelhar diante do poder.

Deveria fiscalizá-lo.

NÃO É SOBRE ESQUERDA OU DIREITA

Essa discussão não deveria ser uma guerra entre ideologias.

A pergunta deveria ser feita para todos.

Se o político que você admira comete um ato ilegal, você quer investigação?

Se o político do seu partido é acusado de corrupção, você quer transparência?

Se o político adversário é acusado injustamente, você também defenderá o direito de defesa?

Se uma obra pública é superfaturada, você quer investigação independentemente do partido?

Se uma autoridade utiliza dinheiro público de forma irregular, você quer responsabilização?

Esse é o teste da coerência.

Defender princípios apenas quando favorecem nosso grupo não é princípio.

É torcida.

POLÍTICA NÃO É FUTEBOL

No futebol, podemos escolher um time.

Podemos sofrer.

Podemos comemorar.

Podemos defender nosso clube.

Na política, entretanto, as consequências são diferentes.

Quando nosso time perde, perdemos uma partida.

Quando uma política pública fracassa, pessoas podem perder emprego, renda, oportunidades e até qualidade de vida.

Por isso, o eleitor precisa abandonar a mentalidade de torcida.

O político não precisa ser amado.

Precisa ser competente, transparente e responsabilizado.

A NOVA CIDADANIA PRECISA FAZER PERGUNTAS

Talvez a melhor maneira de romper esse ciclo seja desenvolver uma cultura permanente de perguntas.

Antes de compartilhar uma propaganda política:

Quem disse isso?

Antes de defender uma autoridade:

O que ela realmente entregou?

Antes de acreditar em uma promessa:

Quanto vai custar?

Antes de atacar um adversário:

Qual é o fato?

Antes de repetir uma acusação:

Existe evidência?

Antes de defender alguém acusado:

O que dizem os documentos e as investigações?

Antes de votar:

Qual é o histórico?

E depois do voto:

O que foi realizado?

Essa última pergunta é talvez a mais importante.

A DEMOCRACIA COMEÇA QUANDO A VENERAÇÃO TERMINA

Não precisamos odiar políticos.

Não precisamos odiar celebridades.

Não precisamos desconfiar de absolutamente todas as pessoas públicas.

Precisamos apenas abandonar a ideia de que determinadas pessoas estão acima da crítica.

A democracia não precisa de santos políticos.

Precisa de instituições.

Não precisa de salvadores.

Precisa de cidadãos.

Não precisa de ídolos intocáveis.

Precisa de fiscalização.

Não precisa de fanáticos.

Precisa de pessoas capazes de mudar de opinião quando os fatos mudam.

CONCLUSÃO: QUEM DEVE SER VENERADO?

Talvez a pergunta inicial possa ser reformulada.

Quem deveria ser tratado como “especial” em uma democracia?

Não deveria ser o político porque ocupa um cargo.

Não deveria ser o artista porque aparece na televisão.

Não deveria ser o empresário porque possui dinheiro.

Não deveria ser o influenciador porque possui milhões de seguidores.

Não deveria ser o governante porque possui poder.

Especial deveria ser o cidadão que trabalha.

A mãe que luta para criar os filhos.

O pai que acorda cedo.

O jovem que estuda.

O professor que ensina.

O profissional de saúde que atende a população.

O trabalhador que paga impostos.

O pequeno comerciante que mantém seu negócio aberto.

O voluntário que ajuda sua comunidade.

A pessoa que enfrenta dificuldades e continua acreditando em um futuro melhor.

Essas pessoas sustentam o país todos os dias.

E talvez esteja na hora de mudar a pergunta:

Em vez de perguntar “qual político você adora?”, deveríamos perguntar “qual político merece sua confiança e por quê?”

A diferença parece pequena.

Mas pode representar uma revolução na maneira de pensar a democracia.

Porque político não é dono do povo.

É representante do povo.

Celebridade não é autoridade absoluta.

É uma pessoa pública.

Influenciador não é dono da verdade.

É alguém que influencia opiniões.

E o cidadão não nasceu para venerar o poder.

Nasceu para exercer sua cidadania.

Quando a população deixa de tratar políticos como deuses, começa a exigir resultados.

Quando deixa de tratar celebridades como autoridades universais, começa a separar entretenimento de conhecimento.

Quando deixa de votar apenas por amizade, família ou paixão, começa a escolher com mais consciência.

E quando aprende a cobrar quem recebeu seu voto, a democracia deixa de ser apenas o ato de apertar alguns números na urna.

Ela passa a ser aquilo que realmente deveria ser:

um compromisso permanente entre poder público e sociedade.

Meninas Muito obrigado.....Mesmo , só posso Admira- lás

Aos 70 anos muita coisa ainda por vir .....! Deus no Coração....! Minhas Parceiras de Fé.


Sempre Acreditando que o Mundo Possa Mudar...!

O Futuro não é apenas algo que esperamos. 

É algo que construímos — juntos.

Um só caminho, uma só direção.

No templo de Apolo, em Delfos, na de Grécia Antiga, havia uma inscrição que dizia “É melhor saber para onde, sem saber como, do que saber como, sem saber para onde”. 

Também é verdade de que é possível mudar o caminho em plena caminhada.


Logotipo Acesso Channel - Educação

O Maior projeto de educação do Brasil
Contribua com esta Ideia: 

Pix  negociodemulher2026@gmail.com





ELES VIRARAM DEUSES? POR QUE O POVO VENERA POLÍTICOS.

ELES VIRARAM DEUSES? POR QUE O POVO VENERA POLÍTICOS. CELEBRIDADES E “ESPECIAIS” MESMO QUANDO NÃO FAZEM NADA POR ELE. A idolatria que atrave...