Há alguns dias passei por uma situação digamos que… curiosa – melhor classificar assim.
Adentrei em um determinado consultório médico , e, enquanto aguardava a consulta, um grupo de pessoas, entre homens e mulheres de idades aleatórias, dava seguimento a uma discussão à respeito de cortes de cabelos ideais para as mulheres (pois é!!!!!).
Eles defendiam acirradamente que o cabelo liso e comprido era o preferido das pessoas, que a feminilidade e seus encantos se destacam, os homens ficam mais à vontade e confortáveis diante estes estilos de cortes – quase questionei em que manual de sobrevivência tais normativas se encontravam.
Enfim, depois a conversa foi evoluindo para o vestuário, valendo-se dos mais diversos argumentos, dentre as afirmativas de que as mulheres que utilizam saias e vestidos destacam a sua elegância, por meio de charme e delicadeza.
Enfim, depois a conversa foi evoluindo para o vestuário, valendo-se dos mais diversos argumentos, dentre as afirmativas de que as mulheres que utilizam saias e vestidos destacam a sua elegância, por meio de charme e delicadeza.
E lá fiquei eu, lendo uma revista e dando sorrisos internos diante dessa peculiar situação, no meu canto, com meus bons e velhos quilos a mais, o cabelo curto bagunçado, calça e tênis (totalmente fora do contexto debatido pelo grupo).
Sinceramente, não pego nada pra mim – apesar dos olhares me mirando estranhamente incomodarem um pouco.
Mas essa circunstância em particular me fez refletir sobre os padrões de beleza que ainda regem a cabeça de certas pessoas, principalmente em cidades de interior, apesar das evoluções sociais e tecnológicas terem impulsionado pensamentos mais liberais e de aceitação.
Sinceramente, não pego nada pra mim – apesar dos olhares me mirando estranhamente incomodarem um pouco.
Mas essa circunstância em particular me fez refletir sobre os padrões de beleza que ainda regem a cabeça de certas pessoas, principalmente em cidades de interior, apesar das evoluções sociais e tecnológicas terem impulsionado pensamentos mais liberais e de aceitação.
E pensar que a única coisa que define o que eu uso, além do valor, é o fato de me deixar confortável, ou seja, se a peça de vestuário fizer com que eu me sinta bem e esteja num preço acessível, eu levo.
Simples assim! E nós somos tão acostumados ao nosso jeito, que achamos que todo mundo também segue nosso ritmo.
Mas não, ainda existe um conjunto de pessoas (eu realmente digo isso com espanto) que se importa em seguir o padrão de alguma coisa.
Simples assim! E nós somos tão acostumados ao nosso jeito, que achamos que todo mundo também segue nosso ritmo.
Mas não, ainda existe um conjunto de pessoas (eu realmente digo isso com espanto) que se importa em seguir o padrão de alguma coisa.
Sempre imaginei o belo como algo suave, natural, sutil, tranquilo, sem pressões sociais.
Creio que a beleza tem a ver com aceitação, mas não em ser aceito pelos outros, em ser aceito por si mesmo. É evidente que existem pessoas que se encaixam nesse “padrão” e que são felizes e confortáveis assim, mas quando isso, explícita ou implicitamente, se torna uma regra, já não é saudável, passa a ser algo obrigatório e tudo que é compelido.
Não é bonito!
Creio que a beleza tem a ver com aceitação, mas não em ser aceito pelos outros, em ser aceito por si mesmo. É evidente que existem pessoas que se encaixam nesse “padrão” e que são felizes e confortáveis assim, mas quando isso, explícita ou implicitamente, se torna uma regra, já não é saudável, passa a ser algo obrigatório e tudo que é compelido.
Não é bonito!
Por isso, entendam que não existe “padrão” de perfeição, todos nascemos diferentes, possuímos uma identidade própria e a graça está nisso (por mais clichê que possa soar).
O charme mora nos detalhes do nosso olhar, na forma em como falamos com as pessoas, na doçura das palavras, no jeito sério de franzir a testa.
O encanto está presente em todos nós.
Não permita que a ditadura da vaidade exija sacrifícios que irão mudar o que você possui de mais lindo: a naturalidade da sua beleza.
você e linda como é....acredite......!
O charme mora nos detalhes do nosso olhar, na forma em como falamos com as pessoas, na doçura das palavras, no jeito sério de franzir a testa.
O encanto está presente em todos nós.
Não permita que a ditadura da vaidade exija sacrifícios que irão mudar o que você possui de mais lindo: a naturalidade da sua beleza.
você e linda como é....acredite......!
