Se eu pudesse voltar no tempo, revisitaria todos os momentos que me moldaram, desde os primeiros passos até as grandes decisões que me trouxeram até aqui.
Olharia para a jovem menina que eu fui, com sonhos ingênuos e medos gigantes, e sussurraria palavras de encorajamento, dizendo-lhe para acreditar mais em si mesma, para nunca deixar que os outros definam seu valor.
No ensino médio, onde as incertezas sobre o futuro eram tão pesadas quanto os livros na mochila, eu diria a mim mesma que está tudo bem não ter todas as respostas.
Que os tropeços e erros são parte essencial do aprendizado e do crescimento. Eu incentivaria aquela adolescente a experimentar mais, a se permitir explorar interesses diversos sem medo do fracasso.
Voltaria à fase da faculdade, um período de intensa descoberta e autoconhecimento.
Eu me lembraria de aproveitar cada momento, de valorizar as amizades e de não deixar que a pressão acadêmica obscurecesse a alegria de aprender.
Diria para aproveitar mais os pequenos momentos de felicidade e menos se preocupar com as expectativas dos outros.
Nos primeiros anos de carreira, quando a sensação de inadequação era constante, eu me lembraria de que a competência se constrói com o tempo e que cada desafio enfrentado me tornaria mais forte e mais preparada.
Diria para confiar mais no meu potencial, para não permitir que o medo de errar me paralisasse.
Quanto aos relacionamentos, tanto os amorosos quanto os de amizade, eu olharia para as decepções e alegrias e entenderia que cada pessoa que passou pela minha vida teve um papel importante.
Eu me perdoaria por amores perdidos e amizades desfeitas, sabendo que cada um desses episódios me ensinou a valorizar ainda mais os verdadeiros laços.
Se eu pudesse voltar no tempo, eu também revisitaria momentos de pura felicidade, aqueles instantes que, na correria do dia a dia, muitas vezes são esquecidos.
Saborearia novamente os risos compartilhados, os abraços apertados, os olhares de cumplicidade.
Finalmente, eu lembraria a mim mesma de ser gentil, principalmente com a mulher que sou hoje.
Porque, apesar dos arrependimentos e das dúvidas, cada escolha e cada caminho trilhado me fizeram a pessoa que sou.
E a mulher que sou agora é um reflexo de toda a coragem, resiliência e amor que carreguei ao longo do tempo.
Se eu pudesse voltar no tempo, eu não mudaria nada, mas aprenderia a valorizar cada passo da jornada, sabendo que cada experiência, boa ou ruim, me trouxe lições valiosas e me fez ser uma mulher forte e realizada.
O Maior projeto de educação do Brasil.
