Quando um relacionamento acaba, a sensação costuma ser essa mesmo: “fim de tudo”.
Não é exagero, nem drama — é dor real.
Porque não acaba só a relação.
Acaba a rotina, os planos, as conversas imaginadas, a versão de futuro que você construiu em silêncio. Acaba um “nós” que dava sentido ao dia.
Mas deixa eu te dizer algo com cuidado, sem pressa:
Não é o fim de tudo. É o fim de algo.
Por que dói tanto?
Porque amar é investir a alma.
Quando acaba, o cérebro entra em luto (igual a uma perda física), o coração entra em confusão e a fé — até ela — pode vacilar. Você se pergunta:
Onde eu errei?
Por que não fui suficiente?
Será que vou amar de novo?
Essas perguntas não são fraqueza. São humanas.
O perigo do “fim de tudo”
O maior risco não é o término —
é transformar a dor em identidade.
Quando a pessoa começa a pensar:
“Nunca mais serei feliz”
“Ninguém vai me amar assim”
“Minha vida perdeu o sentido”
Isso não é verdade. É a dor falando alto.
O que realmente termina?
Termina:
Um ciclo
Um formato de amor
Uma expectativa
Mas não termina:
Seu valor
Sua capacidade de amar
Seu propósito
Seu futuro
Às vezes, o amor acaba não porque era falso, mas porque já cumpriu o que veio ensinar.
E depois?
Depois vem o silêncio.
E o silêncio assusta… mas ele também cura.
É nele que você:
reencontra a si mesmo
entende o que aceita e o que não aceita mais
amadurece emocionalmente
aprende a amar sem se perder
A vida não acaba quando alguém vai embora.
Ela reorganiza.
Uma verdade difícil (mas libertadora)
Nem todo amor foi feito para durar.
Alguns foram feitos para despertar, outros para preparar, e poucos para permanecer.
E tudo bem.









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