google.com, pub-8234445819739430, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Negócio De Mulher: As guerreiras da educação brasileira

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

As guerreiras da educação brasileira






AS PROFESSORAS DE SÃO PAULO: O QUE PENSAM, O QUE SENTEM E COMO RESISTEM

As guerreiras da educação brasileira


As professoras do Brasil — e, de modo muito particular, as do estado de São Paulo — ocupam hoje um lugar paradoxal:

São essenciais para o futuro do país, mas vivem sob um sistema de trabalho marcado pela instabilidade, pela sobrecarga e pela constante desvalorização.

 Ainda assim, seguem firmes. Ensinam, acolhem, resistem. São, sem exagero, guerreiras da educação.

1. O sistema de contratação: insegurança e desgaste emocional

Grande parte das professoras da rede pública paulista atua sob contratos temporários (categoria O, eventuais, contratos emergenciais).

Esse modelo de contratação é um dos pontos mais criticados por elas.

O que as professoras relatam com frequência:

Insegurança profissional: não saber se haverá aulas no próximo ano


Falta de direitos trabalhistas plenos, como estabilidade e progressão justa


Impossibilidade de planejar a vida pessoal, financeira e emocional


Sensação de descartabilidade, como se o trabalho docente fosse facilmente substituível

Para muitas, o sistema atual cria uma lógica de sobrevivência, não de vocação. 


A professora passa a disputar aulas, escolas e horários, em vez de investir plenamente na qualidade pedagógica.


“Como pensar em educação de longo prazo se nem sabemos se estaremos na escola no próximo semestre?” — é uma frase recorrente entre docentes.


2. A qualidade do ensino: consciência crítica e frustração

As professoras paulistas sabem exatamente o que precisaria melhorar na educação, porque vivem o cotidiano da sala de aula. 

O problema não é falta de diagnóstico — é falta de escuta.

Elas apontam como principais entraves à qualidade do ensino:

Salas superlotadas


Falta de apoio pedagógico e psicológico


Pressão por resultados numéricos (avaliações externas)


Currículos engessados, pouco conectados à realidade dos alunos


Falta de tempo para planejamento e formação continuada

Mesmo assim, muitas fazem mais do que o sistema permite: levam material de casa, adaptam conteúdos, acolhem alunos em situação de vulnerabilidade social, assumem papéis que vão muito além do ensino.


3. Professoras como cuidadoras invisíveis do sistema

Um ponto central — e muitas vezes ignorado — é que a maioria esmagadora do magistério é formada por mulheres. 

Isso faz com que o trabalho docente seja atravessado por questões de gênero.

As professoras:

São cobradas como profissionais e como “mães simbólicas”


Lidam com dupla ou tripla jornada (escola, casa, cuidados familiares)


Sofrem maior desgaste emocional


São menos valorizadas financeiramente do que profissões equivalentes

Ainda assim, são elas que sustentam o cotidiano das escolas públicas.
4. O que elas realmente pensam (e raramente são ouvidas)

Quando têm espaço para falar, as professoras não pedem privilégios. Pedem o básico:

Estabilidade digna


Salários compatíveis com a responsabilidade social


Respeito à autonomia pedagógica


Condições reais de trabalho


Valorização simbólica e institucional

Elas não rejeitam mudanças ou avaliações — rejeitam ser tratadas como números, contratos ou peças substituíveis.


5. Guerreiras da educação: resistência silenciosa

Apesar de tudo, o que mais impressiona é que as professoras continuam acreditando no poder transformador da educação.


Muitas permanecem na profissão por compromisso ético, por amor ao ensino, por acreditar que cada aluno alcançado já é uma vitória.

Ser professora hoje, em São Paulo, é um ato de resistência diária:

Resistir ao cansaço


Resistir à desvalorização


Resistir à indiferença do sistema


Resistir para não desistir
Conclusão: sem professoras valorizadas, não há educação de qualidade

As professoras paulistas não são contra o sistema por ideologia — são críticas porque vivem suas falhas. 

E seguem lutando não apenas por si, mas por seus alunos, pelas famílias, pelo futuro do país.

Valorizar essas mulheres não é discurso bonito:
é garantir contratos justos, condições dignas e escuta real.

Sem isso, não há reforma educacional que funcione.
Com isso, as guerreiras da educação podem, enfim, ensinar sem precisar
 sobreviver.








Um só caminho, uma só direção.










⁹ Os pés dos seus santos guardará, porém os ímpios ficarão mudos nas trevas; porque o homem não prevalecerá pela força 

1 Samuel 2:9


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Arena dos Sonhos, Estrelas do Amanhã.












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